É a festa aonde comemoramos o acontecimento mais importante da história do povo judeu. O EXODO DO EGITO. Os alimentos fermentados são proibidos (hametz), em memória dos judeus que saíram as pressas do Egito e não deu tempo de suas massas fermentarem. Assim durante 7 dias não haverá levedura em casa.
Também proibidos 5 cereais que fermentam ao cozinhá-los estão proibidos de acordo com a Tora: Trigo, cevada, centeio,aveia. Também é considerado hametz são pães, Pastéis, biscoitos e qualquer outro alimento que contenha ingredientes que provenham dos cereais proibidos.
Nessa festa notamos as diferenças das cozinhas do judeu ashkenazi (proveniente dos países Rússia, Polônia, Rússia e etc) e dos judeu Sefaradi ( Espanha, países árabes e etc). Uma delas é que o judeu Ashkenazi não come arroz, lentilhas e etc, porque se parecem com os cereais proibidos e porque fermentam, mas para os sefaradis não é proibido.
Mas não é a fermentação propriamente dita que esta proibida,pois temos o vinho de Pessach é fermentado, e os cereais só são proibidos quando tiverem a possibilidade de fermentarem.
Assim como a matzá (pão sem levedura) é feito com harina, essa é permitida sempre que o local aonde for usá-la for novo.
Encontramos o ritual (Hametz), aonde se retira todo material proibido da casa e costuma-se simbolicamente vender para não judeus para que recuperarmos depois que a festa acabar.
O mais importante no Pessach é o Seder (ordem, o jantar), ou seja a alimentação, durante as duas primeiras noites. É através da simbologia da comida que contamos os episódios do Êxodo do Egito. Todo ano conta-se a milagrosa saída dos judeus do Egito, há mais de 3000 anos.
Numa bandeja colocamos 3 matzót (pão sem levedura), para lembrarem que não tiveram tempo de fermentar a massa quando saíram do Egito. E numa bandeja (Keará), 5 elementos simbólicos.
Keará
Karpás – alface, salsinha, representando o renascimento e se lava com água salgada, apar simbolizar as lágrimas dos escravos.
Marór – Ervas amargas como chicória para recordar os amargos tempos da escravatura.
Betsá – ovo cozido, representando a oferenda a Deus que se oferece em cada festa, sacrificando um animal assado no templo.
Zrôa – um osso da perna do carneiro, que representa o cordeiro que os escravos sacrificavam na época do êxodo e no sacrifício da Pessach no Templo.
Harosset – Pasta de fruta e frutos secos para recordar o calor que fazia da argamassa de barro do Rio Nilo que os Judeus usavam nas pirâmides para os faraós.
Ao realizar a leitura da Hagadá ( livro que narra a história da libertação e explica como fazer o ritual da festa), o pai da escritora Claudia Roden cantava ao estilo egípcio, mantras quando partia e repartia os alimentos simbólicos e o vinho.
Com a obrigação de cozinhar sem cereais e levedura, geraram uma variedade de pratos judaicos em que se utilizavam amêndoas picadas, farinha de batata, matzá, para fazer todo tipo de bolos, crepes, pastas. Por exemplo o kibe que normalmente se faz com trigo sarraceno e cordeiro, se preparada com arroz moído.
Segue sugestão para o Pessach.
Frango com tâmaras
Ingrediente:
Coxa e sobrecoxa ou filé de frango- 3 un
Óleo – 60 ml
Cebola – 1un
Canela – 5gr
Noz-moscada- 1,25gr
Sal- 1 gr
Pimenta do reino- 1gr
Mel- 25ml
Tâmaras sem caroço- 12un
Limão- 5ml
Açafrão- 1gr
MODO DE PREPARO:
1 – Numa panela larga, refogar os pedaços de frango no óleo até dourarem, virando-os para que fiquem por igual. Reservá-los.
2 – Nessa mesma panela refogar as cebola, cozinhá-las em fogo baixo até ficarem macias.
3 – Misturar a canela, noz-moscada e o meu, acrescentando 1 ¾ d’água.
4 – Mexer bem e voltar com os pedaços de frango, deixando ferver. Acrescente o sal a pimenta e deixe ferver por 20 minutos.
5 – Acrescente as tâmaras, o suco de limão e o açafrão e cozinhar por mais 10 minutos. Até o frango ficar macio.